Sobre “A Fábrica”

A narrativa acompanha um recorte da existencia de uma imponente fábrica abandonada, especialmente através dos olhos de Ramon, que vive na fábrica tanto quanto a fábrica vive nele. Meio como bicho, meio como fantasma, Ramon observa os visitantes do local.

Este não é um livro leve. Não estou exagerando para aguçar curiosidades, há aí muita coisa grotesca e pesada, e desde já eu desencorajo o avanço descuidado dos mais sensíveis.

Outra coisa. Escrevi esse livro no espaço de um mês, aos meus vinte e seis anos. Há muito desse impulso e do despreparo dos anos na escrita, mas se eu mexesse muito na obra, a desfiguraria; minhas escolhas portanto eram duas, isto é, apagá-la, como já fiz com tantas outras obras, ou deixá-la viver impregnada de arroubos inexperientes. Escolhi a segunda opção.

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