As Oito Salas de Lielsen – Sala Seis

Lielsen pisou em um chão metálico constituído de placas parafusadas. Mal tinha entrado, sentiu o calor absurdo que emanava do lugar. Ladeando as imensas paredes estava um robusto encanamento em ferro com incontáveis válvulas e manivelas. O úmido vapor que se fazia presente no local chegou mesmo a deixar o adolescente tonto por alguns segundos. Ao longe, ruídos de batidas incessantes e cadenciadas eram ouvidos, junto com uma estranha canção entoada de forma mecânica e melancólica por muitas vozes.
O jovem relanceou o olhar para trás e constatou, como já esperava, que a porta havia desaparecido.
Sem alternativa, Lielsen começou a caminhar, indo em frente, seus passos ecoando metalicamente por todo o longo corredor. Às vezes, os canos emitiam um chiado alto e angustiante que fazia o rapaz se encolher um pouco.
A música estranha continuava, ficando mais perto à medida que ele avançava. Apesar de esforçar-se para tentar compreender as palavras, Lielsen não conseguia de modo algum tirar sentido do que estava sendo proferido em forma de lúgubre melodia. Não gostou do arrepio que começou a sentir.
Um grito cortou o ar, um urro de dor e tormento incontido, como se a garganta de quem gritasse fosse rasgar a qualquer momento. Lielsen interrompeu os passos no mesmo instante, petrificado. Em seguida, um outro brado lancinante fez-se ouvir naquele triste corredor. Desta feita, o lamento atemorizante saiu dos lábios de uma mulher.
Os gritos vinham de algum lugar por trás das paredes, e Lielsen olhou todo o encanamento com outros olhos.
: – Meu Deus do céu, o que acontece aqui? – deixou escapar em voz alta, o eco agindo imediatamente em cima das ondas sonoras de sua fala, enquanto ele olhava mais atentamente para um dos grandes canos. Parecia estar vazando.
Quando o jovem se aproximou para ver melhor, recuou, aterrorizado. Era sangue.
– Puta que o pariu eu tenho que sair daqui e é agora, cadê a porra da porta, cadê a porra da porta?
Lielsen estava beirando o desespero. Correu até o ponto inicial, mas ao chegar lá notou que não tinha saída. O único caminho era em direção às vozes que cantavam e aos ruídos de metal chocando-se contra metal.
Respirando fundo diversas vezes e ignorando o suor que lhe pontilhava toda a fronte, o rapaz reuniu a coragem que tinha e seguiu caminho. O corredor parecia infindável, e o aperto que ele sentia no peito tornava-se maior a cada passo dado.
Quando foi chegando perto do fim do corredor, Lielsen pôde notar que um grande salão esperava por ele. De onde estava, só podia ver a metade superior do recinto, com suas paredes também repletas de canos, e fornalhas ardendo por todo o lugar. Um barulho de engrenagens também começou a ser ouvido, e a canção, que mais parecia um mantra dos infernos, estava bem mais alta e o perturbava profundamente.
Arfando de medo e ansiedade, o garoto chegou até a escada, também de ferro, que levava ao salão. Mas ele não desceu, pois ficou em choque com o que viu.
Lá embaixo, dezenas de esteiras rolavam, com peças mecânicas em cima, e as partes que precisavam de encaixe eram marteladas pelas centenas de pessoas ali presentes, formando uma tenebrosa linha de montagem. No final de cada esteira tinha uma fornalha para onde ia o material feito.
As pessoas que ali estavam tinham o corpo muito suado e os rostos cobertos por fuligem. Seus braços estavam cortados em vários lugares e todos tinham aparência cadavérica.
A macabra elegia tinha uma força impressionante, e como que hipnotizado pela música, Lielsen não conseguiu se mover nem quando quis, para retornar. Tinha de existir outro caminho. A música tinha os tons graves, médios e agudos de homens e mulheres. Era linda de certa maneira, mas maligna.
Subitamente, Lielsen entendeu.

Vem quebrar minhas correntes…
Vem acabar comigo…
Na vida, o melhor…
Em morte, a dor…

Pó sempre fui,
Pó é minha carne,
Pó é minha alma…
Pó é tudo o que sou.

Ajude-me a chorar…
Meus olhos estão secos…
Nada me resta…

Mate-me de vez.
Mate-me de vez.
Mate-me de vez.

Quero sumir.
Quero ser o que sempre fui.

Nada.
Nada.
Nada.
Nada.

Lielsen, aturdido, voltou sua atenção para uma figura alta e musculosa que percorria todo o ambiente. Usando um avental de couro negro, máscara também negra, daquelas que não demonstram nenhum sentimento, apenas o olhar vazio do mascarado, com as costas nuas, um vultoso homem carregava um facão em cada mão. As armas estavam repletas de sangue ressecado.
A criatura andava muito devagar, inspecionando o trabalho de cada pobre alma ali, e quando ela chegava perto a pessoa estremecia e não ousava levantar os olhos.
O bizarro ser estava agora na frente de uma mulher de cabelos negros e bastante bagunçados, desfiados. Ela parecia absurdamente nervosa com sua presença e ignorava completamente a barata que passeava pelo seu ombro.
O homem pôs um dos lados do facão embaixo do queixo da moça, forçando-a a olhar pra ele. Quando os olhares pareceram se encontrar, o homem balançou a cabeça afirmativamente e saiu, deixando-a trabalhar. A mulher não havia parado de cantar nem por um segundo.
Sem aviso, o homem dos facões chegou atrás de um dos trabalhadores e o trespassou no meio do tórax com uma estocada vigorosa. Um breve grito sufocado foi ouvido enquanto o sangue escorria de sua boca e sujava-lhe ainda mais a camisa encardida. Os olhos do moribundo brilharam e um sorriso formou-se no seu rosto, uma alegria espontânea. Todos continuaram a cantar enquanto o homem de máscara tirava o facão de dentro do outro, já caído ao chão, já sem vida.
Lielsen conseguira segurar o grito de revolta e surpresa. Estava rezando para não ser notado, mas teria, e isso estava muito claro, que adentrar o salão e cruzá-lo. O pior é que ele ainda não tinha visto nenhum sinal da porta.
O rapaz corria os olhos pelo local, desesperado para achar uma saída, quando ouviu um ruído seco e direto. Olhou a tempo de ver a cabeça de uma mulher com cabelos negros cair em cima da esteira, os olhos arregalados, o sangue escorrendo e uma espécie de meio sorriso no rosto. Seu corpo já havia tombado.
Após essa atrocidade, o grandão de facão chegou perto de outro homem e o segurou pelo ombro, tirando-o de perto de sua esteira e levando-o para algum lugar fora do campo de visão do jovem.
Lielsen, com a respiração rápida, esperou uns minutos antes de começar a descer os primeiros degraus. O fedor de suor, sangue e carne queimada invadiu suas narinas sem piedade, acre, pungente. Os escravos notaram quando o rapazote entrou no salão, mas não pararam de cantar.
Sem saber como agir, Lielsen aproximou-se de uma das pobres almas, uma garota que aparentava ter não mais que dezesseis anos, os cabelos louros encharcados de suor grudados no rosto sujo, um filete de ranho escorrendo pelo nariz.
– Por favor, sabe como saio daqui? pra que lado devo ir?
A moça não respondeu, continuando a cantar com a sua já desgastada voz. Ela estava em um estado mental deplorável.
– Ei, garota, apenas me diga pra que lado tenho que seguir, não quero esbarrar com o grandão.
Tudo o que Lielsen conseguiu foi um olhar, e ele pôde ver que seus olhos estavam marejados de lágrimas. Ele entendeu que teria que achar a saída sozinho.
Ao dar uma olhada geral no salão, percebeu que havia três corredores que se ligavam àquela parte, um em cada lado e o outro diretamente em frente. Ademais, agora que tinha descido, Lielsen notou que o chão do lugar era irregular, o que dava um aspecto meio diagonal a tudo.
Suando em bicas, afinal o calor era quase insuportável, Lielsen decidiu ir para a entrada da esquerda, direção oposta à que ele havia visto o homem dos facões conduzir um dos escravos.
O adolescente tinha dado apenas uns passos quando ouviu um grito masculino excruciante que ressoou por toda parte. Um grito de dor extrema, agonia inenarrável. O acontecido serviu para fazê-lo andar mais rápido.
Depois de se afastar do cantado lamento dos que sofriam, Lielsen entrou em um escuro corredor também ladeado por um pesado encanamento metálico. Quanto mais adentrava nas entranhas do lugar, mais sombrio ficava. Teias de aranha começaram a aparecer e ele ouviu guinchos vindos de perto das paredes, por trás dos canos.
Lielsen abriu a boca em espanto ao notar o que guinchava: eram alguns ratos de aspecto imundo e sem patas; os bichos rastejavam grotescamente e pareciam sofrer.
– Que lugar dos infernos é esse? – falou o rapaz, ainda olhando para os ratos enquanto se afastava.
Ele andou por alguns minutos antes de encontrar uma escadaria que subia. Os degraus também eram de ferro e estavam manchados com sangue. Numa parede ao lado esquerdo estava fixado, com uma lâmina, o corpo de uma mulher já em estado de decomposição. Ela vestia apenas um fino vestido branco repleto de sangue, e sua cabeça pendia frouxamente sobre o ombro direito.
Levando a mão ao nariz, o jovem deu uns desajeitados passos pra trás, mas não tinha jeito, ele sabia. Teria que subir por ali, a menos que estivesse disposto a voltar, e ele não voltaria a menos que fosse extremamente necessário.
Ele subiu cada degrau com cautela, relanceando olhares para o cadáver, até chegar na parte de cima, onde um estreito corredor o esperava.
O novo corredor era longo e cheio de portas de ambos os lados. O fedor ali era ainda maior do que em todos os lugares nos quais ele havia estado, e gritos de dor, choro e barulhos tétricos, como carne sendo cortada e ossos quebrando faziam-se ouvir alto demais.
Com o pavor começando a dominá-lo, Lielsen correu para chegar logo ao outro lado do corredor, não tinha a menor curiosidade de saber o que ocorria por trás das portas, embora em determinado momento tenha chegado a pensar se uma delas não seria justamente a saída que tanto procurava. Ignorou a idéia, sabendo, no íntimo, que reconheceria sua porta específica.
Lielsen esmagou umas baratas no caminho enquanto corria, os gritos e sons daquele corredor entravam fundo em seus ouvidos… bastou uma poça de sangue pra fazê-lo escorregar e cair feio.
– Droga… – falou, segurando o braço direito.
De onde estava, viu a parte de baixo da porta à sua frente abrir completamente, de vez. Dois pés imundos cobertos de sangue, com unhas pretas e alguns vermes encravados na pele, apareceram. Por trás deles, na sala que a porta encerrava, o adolescente pôde ver, no chão, braços, pernas, órgãos e pedaços não tão reconhecíveis do corpo humano, além de muito sangue fresco. Lá dentro, uma pessoa ainda chorava, tinha a voz embargada e rouca.
Quando levantou a cabeça pra olhar quem estava ali, Lielsen gelou. Constatou que o brutamontes do salão de montagem não era o único no complexo, afinal.
Com certo esforço, o garoto ficou de pé rapidamente, encostando-se à parede de qualquer modo, o terror nos olhos. Ele era realmente pequeno perto do homem com facões.
O grandão, com um breve urro, fez um movimento de estocada, mirando Lielsen, que, mais rápido, se jogou para o lado, fazendo a arma do outro chocar-se violentamente contra a parede. Aproveitando o embalo, Lielsen voltou a correr. Nunca correra tão rápido na sua vida.
“Está tudo bem, basta ver filmes e jogos, esses caras assim não correm.” Pensou, correndo. Ouviu batidas pesadas, ritmadas e velozes atrás dele assim que concluiu o pensamento. Sem conseguir se conter e fazendo uma careta de medo por antecipação, olhou para a sua retaguarda.
O monstro estava correndo. Correndo e bufando de fúria por trás da tenebrosa máscara.
: – Caraaaalhoooooo!!! – desespero e Lielsen viraram sinônimos.
Na corrida, o homem dos facões passou um deles pra outra mão e mexeu no grande bolso frontal do avental, de onde tirou um maciço cutelo. Com um brado de raiva, a criatura lançou o mortal artefato em Lielsen, errando por pouco.
: – Porra, além de correr ainda joga coisa! Que merda!
O corredor bifurcava-se sinuosamente mais à frente e o adolescente sequer parou pra pensar, foi logo pegando o caminho da esquerda. Dobrou um segundo antes de um cutelo ir bater no metal da parede.
Viu que mais à frente teria que descer uma escada e não achou modo mais rápido de fazê-lo. Quando ouviu o sádico assassino novamente em seu encalço, provavelmente se preparando para arremessar mais uma lâmina, Lielsen se jogou rolando pela escada, protegendo a cabeça e o pescoço com os braços. Assim que tocou o chão conseguiu levantar e continuar a corrida, todo dolorido.
Ele estava agora num salão semelhante ao primeiro, só que vazio, apesar de esteiras e fornalhas funcionarem normalmente.
Seu algoz irrompeu da escadaria e continuou correndo. Sem poder achar nenhuma saída de imediato, Lielsen pulou por cima de uma das esteiras e agarrou uma pesada peça de metal fundido, jogando-a em seguida contra o agressor, que repeliu o ataque com um golpe de facão.
Lielsen tentou novamente, mas o resultado foi o mesmo; havia parado de correr,o maníaco, seu enorme peitoral subia e descia com sua pesada respiração, o suor escorria-lhe dos braços e ombros.
– Eu quero sair daqui! Como faço pra sair daqui?! – berrou Lielsen, a voz já rouca, desesperado.
– Enfrente-me. – Falou a voz gutural e grave do homem dos facões.
Lielsen, que não esperava uma manifestação de palavras por parte do carniceiro que o perseguia, se animou com a possibilidade de estabelecer uma conversa verbal ao invés da mortal discussão física que haviam começado a ter.
: – Por que tenho de enfrentá-lo?
No entanto, o outro havia encerrado sua parte falada, e com um impulso assassino partiu pra cima do rapaz, golpeando com força o lugar que ele estivera um instante antes, suas lâminas chocando-se contra a esteira. Lielsen havia se abaixado e rolado por baixo do equipamento, e corrido em seguida para o outro lado da sala para se refugiar atrás de mais uma esteira.
De onde estava teve uma visão clara que acalentou seu coração. Bem à sua frente, do outro lado, havia uma porta, e claramente era por ela que ele tinha de seguir. Bastava chegar nela e tudo ficaria bem, duvidava que a próxima sala fosse tão terrível quanto essa.
Como se lendo os pensamentos do garoto encurralado, o carrasco colocou a mão em um bolso lateral do avental e tirou uma chave prateada, mostrando-a ao rapaz. Devolveu o item ao lugar e pôs-se a andar ao encontro de Lielsen.
– Como assim, chave? Elas nunca precisaram de chave! – o desespero havia retornado com força redobrada.
O homem grande deu uma gargalhada infernal que saiu abafada pela máscara negra enquanto avançava decidido a terminar o serviço.
– Maldito! – gritou Lielsen, atirando toda peça de metal que passava em sua frente, o que se provou, novamente, inútil, pois elas eram facilmente repelidas pelo facão do homem. Quando o inimigo estava perto o suficiente, desferiu um ataque visando cortar a cabeça do garoto, que se abaixo e rolou outra vez por baixo da esteira, mas dessa feita seu movimento foi antecipado por seu oponente e ele sentiu um poderoso chute no estômago que o jogou para o lado, rodando pelo chão quente.
Lielsen teve que esquecer a dor para escapar da mortal lâmina que desceu com certeza letal sobre ele. O garoto girou no chão, escapando do golpe, e levantou, ficando de frente para o assassino. Como ele iria derrotar aquele cara? Não tinha recurso algum e muito menos podia peitá-lo de igual pra igual. Ele precisava sair dali, precisava haver um modo.
Teve uma idéia.
Meio suicida, é verdade, mas…
Lielsen correu para uma das esteiras e subiu nela, mantendo-se em movimento para não ser conduzido à fornalha. Quando o cara de máscara chegou perto, já com um dos braços levantados e pronto para desferir o golpe, o adolescente aplicou-lhe um desajeitado, porém eficiente, chute no queixo que o fez cambalear um pouco. Lielsen não demorou a dar continuidade a seu plano, e agarrando duas das pesadas peças de metal, atirou a primeira na cabeça de seu adversário, que dessa vez não pôde rebater. O garoto desceu da esteira e jogou a outra certeiramente na testa do horrendo perseguidor, que largou os facões e caiu sentado no chão.
O rapaz não esperou e correu pra cima do caído, dando-lhe outro chute forte na cabeça, dessa vez, perto do ouvido, o que fez o grandão cair pesadamente no chão, deixando o lado em que estava o bolso que importava desprotegido.
Ávido para tudo aquilo acabar, Lielsen foi direto no avental do atordoado assassino e meteu a mão onde queria, encontrou logo a chave e a tirou dali.
O adolescente caiu de rosto no chão quando ia fugir. O monstro esticara a perna de modo a fazê-lo tropeçar, e estava levantando mais furioso do que nunca. No chão, o rapaz espantou a tontura com tudo o que pôde e se debateu para agarrar um dos facões que estava perto.
Conseguiu e teve que reunir toda a força que possuía pra se defender do ataque que veio de cima. O choque dos facões ressoou firme por todo o salão.
O homem grande berrava de ódio e começou uma série de ataques, aparentemente irracionais que consistiam na mesma coisa: bater o facão que estava com ele contra o facão que Lielsen segurava. Na terceira pancada os braços do rapaz já doíam além do limite e sua expressão dizia isso claramente.
Não tendo mais o que fazer, Lielsen aproveitou o intervalo entre um golpe e outro e raspou o facão, num movimento rápido e preciso, sem hesitação, no joelho do agressor, que num berro desvairado de dor, largou a arma e recuou, seu sangue grosso escorrendo copiosamente do ferimento.
Era a chance.
Lielsen levantou e correu como louco para a porta. Chegou até a cambalear e a quase cair, mas apoiou as mãos no solo quente antes da queda e conseguiu continuar correndo, a chave firme na mão.
Ele praticamente se jogou na porta prateada e procurou enfiar a chave na fechadura. Atrás dele, ouviu o som de facão triscando no chão e tremeu, errou o buraco da fechadura. Instintivamente se abaixou, e assim que fez isso um facão ensanguentado foi estourar bem onde ele estava antes, um filete se sangue manchou a bela prata.
Lielsen levantou rapidamente, o coração a mil. Não havia olhado para trás, mas sabia que o monstro tinha pego o outro facão e ouvia os passos apressados, porém arrastados, em sua direção. A respiração do homem estava muito pesada e cortada, e ele bufava de raiva.
Uma felicidade o invadiu, havia destrancado a porta. Não pensou duas vezes e precipitou-se na sétima sala.

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