Brevidades #1

Toda comida fica mais bela e moral com queijo. Qualquer queijo. Queijo é vida, luz e esperança. Um povo sem queijo é um povo triste, é um povo arriado e sem pança.

*

Passeava com minha cachorra quando fui abordado por uma mocinha simpática, de sorriso acolhedor e com os olhos brilhantes muito abertos. Enquando fazia festa à minha cachorra, ela começou:

— Que bonitinha! Qual o nome?
— Lua.
— E o sobrenome? 
— Minguante, Cheia, depende do quanto come. Hoje é Lua Cheia.

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Eu estou impressionado com a capacidade da mídia de pegar uma irrelevância e transformá-la num monstro gigantesco que chama ao combate um exército de “especialistas”, “ANAListas”, estagiários, militantes e sei lá mais quem. Se eles quiserem, dão a um peido o status de arma biológica de destruição em massa e os fantochinhos de sempre falarão sobre aquele peido como se ele fosse mesmo uma arma biológica de destruição em massa, com direito a artigos graves e ponderados de ambientalistas e tudo.

O carnaval que estão fazendo por causa do azul e rosa não está brincadeira.

*

Quando as pessoas ouviam que meu primogênito se chamava Johann as reações eram diversas dentro do espectro das reações negativas. Uns diziam “hum” e olhavam a criança como se ela fosse um espécime de repolho falante; outros me comunicavam que o nome era diferente; outros iniciavam comigo um jogo de pingue-pongue verbal:

Pessoa: — Jonas?
Eu: — Johann.
Pessoa: — Porrãn?
Eu: — Já foi, agora é Johann
Pessoa: — Maurício?
Eu: — Johann.

E por aí vai. Teve até uma quituteira que disse que eu devia ter colocado nome brasileiro no menino.

Só me lembro de uma reação positiva, mas essa eu não conto pois veio de uma vendedora chamada Iohana.

Com o Davi, por outro lado, as reações são diversas dentro do espectro das reações positivas. Todo mundo sorri, acha o nome lindo, e há até quem deite no bebê olhares solenes, como se contemplasse um futuro rei.

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O povo de bem ficou, claro, indignado com a obscenidade, com o insulto daquele que bem poderia ser o mais cínico dos ministros, e expressou essa indignação nas redes sociais. Oras, apareceram esquerdistas que aproveitaram as palavras raivosas das pessoas para apontar o dedo e dizer coisas como “Uin, então o cidadão de bem é assim, cheio de ódio, blá, blá, mu, mu”.

É uma gente nojenta, nojenta, nojenta. Pra essa escumalha, o cidadão de bem pode ser cuspido, roubado, estuprado, espancado e não deve jamais pensar em reclamar, muito menos, que ousadia!, pensar em reagir aos seus agressores.

Para essa escória, o cidadão de bem só é cidadão de bem enquanto tenta lamber o pé que chuta sua cara.

Essa gente é absolutamente desprezível.

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Cadê a coragem pra transformar Shiryu em mulher e manter o relacionamento dele (dela) com a Shunrei? Essa teria sido uma forma muito mais interessante de seguir o Zeitgeist, mas não, tinham de mexer no elo mais fraco da corrente.

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Latim é mais difícil que Japonês. Eu não fico com a sensação de cérebro fundido depois de estudar Japonês.

*

Passeando pelo facebook, concluí que sou terrivelmente burro e ignorante. Perdi a conta de gente que tem opinião firme sobre várias questões de Economia, Direito, Política, História, Ciências Naturais, Sociologia, Filosofia, Educação, Literatura, Música, etc. Mas com tanto especialista sobre tudo, por que raios o Brasil ainda está do jeito que está? Não sei, não entendo, é genialidade demais para mim.

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