Brevidades #2

O problema de muitos cientistas naturais é que eles pensam só importar para o mundo os assuntos mesmos que estudam e ignoram profundamente História, Filosofia, Literatura, etc. Ao fazer isso, eles se deixam manipular pelas filosofias mais porcas e acabam virando meros peões de ideólogos.

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Quer defender criminoso violento, fique à vontade, mas fora do meu círculo social.

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Se você ignora a realidade, é evidente que não vai entendê-la.

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A questão a respeito do direito à defesa me parece bem óbvia. Partindo do pressuposto inegável de que criminosos violentos estão cagando para a lei — ainda mais em locais que cultuam bandidos e contam com larga impunidade, como nosso querido país — basta responder a três perguntas:

1 – Se você visse alguém fazendo mal a uma pessoa amada, você preferiria reagir ou ficar quieto e esperar toda a tragédia acontecer?

2 – Você preferiria que uma mulher prestes a ser estuprada tivesse uma arma ou não?

3 – Você realmente prefere que o Estado, ou seja, a turma que trabalha para o Estado — não importa aqui a matiz ideológica dele — tenha o monopólio das armas?

Se você respondeu que preferiria reagir, e ou, que preferiria que a mulher prestes a ser estuprada tivesse uma arma, e, ou, “não” à terceira pergunta, você simplesmente não é a favor do desarmamento da população civil. Poder defender a própria vida e a vida dos seus é um direito fundamental. Delegar a proteção do que você tem de mais importante a terceiros, isto é, ao Estado, sabendo que a polícia não tem teletransporte e que criminosos geralmente não dão a mínima para o que se pode fazer e o que não se pode, seria talvez abdicar da própria vida, seria entrar num absurdo estado de dependência. Se existem pessoas que desejam entrar neste absurdo estado de dependência, que sigam em frente, mas essas pessoas não têm o direito de forçar essa dependência a todas as outras pessoas.

 

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O que tem de valentão no facebook e nas redes sociais em geral não é brincadeira. Quero ver essa coragem toda cara a cara.

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“All life belongs to you, and don’t listen either to those who would shut you up in the corners of it and tell you that it is only here and there that art inhabits, or to those who would persuade you that this heavenly messenger wings her way outside of life altogether, breathing a superfine air and turning away her head from the truth of things. There is no impression of life, no manner of seeing it and feeling it, to which the plan of the novelist may not offer a place;”

Henry James, The Art of Fiction

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