Brevidades #6

Dia de calor forte. Carol chega e me fala:

— Vou botar uma cerveja sua no congelador, viu?

Isso é que é esposa.

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Acabei de ler alguém dizer: “Não falo nada só oleo.” Que bom que não fala nada. Deus abençoe.

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Aviso: Se a gente clica numa manchete, geralmente o texto correspondente abre na aba ao lado. Ééé, tem texto pra ler! Letrinhas juntas, sabe? E o mais impressionante é que os textos das matérias não esgotam o conteúdo em questão! Há mais informação por aí! YES!

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Conheci um sujeito que tinha horror a palavrão e sequer sentava na grama. Estava sempre engomado. Em compensação, noivo de uma moça, dava descaradamente em cima de outra moça comprometida. Eu sempre desconfio de quem se esforça demais pra parecer impecável.

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Já me perdi na floresta, já levei carreira de jacaré, já estive em alto mar, já andei em lamaçal que ia quase até a cintura, já escalei montes com as mãos nuas… Fico só observando o povo achar que o mundo selvagem é um jardim de fadinhas.

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Em poucos minutos de “God of War: Chains of Olympus”, Kratos dá uns cortes na cara de um basilisco, mata um líder persa e come duas gostosas. My kind of game.

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Carol, ao ver Caronte sair na foice com Kratos:

— Ué, ele costumava aceitar dinheiro.

Eu:

— Kratos é um fodido seminu, tá na cara que não tem dinheiro.

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Realmente é engraçado ver um povo que não conseguiria extrair significados nem de “Cavaleiros do Zodíaco” pagar de fodão da Alta Cultura.

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Ontem passei em frente d’uma pequena usina e vi todos os cinco ou seis homens lá dentro trabalhando sem papo, sem enrolação e com nítida satisfação. Um deles até fumava seu cigarrinho, compenetrado no serviço. Tive um pouco de esperança no país.

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Esse povo da ideologia de gênero, além de burro e maligno, nem senso estético tem. Bela merda substituir “a” e “o” por “x”; além de feio pra escrever, se a pessoa fala algo como “todxs xs garotxs” parece que está imitando equipamento de DJ.

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Lembro-me que, quando mostrei a um conhecido meu Neo-Ateu um poema que fiz, poema escrito pela perspectiva de um personagem igualmente ateu, e tão ranzinza quanto Richard Dawkins, ele teve imensa dificuldade em entender que eu não compartilhava intimamente das opiniões daquele personagem. Ora, o dever primeiro de um escritor é compreender as pessoas, as idéias, as coisas, e para compreender verdadeiramente é necessário suspender qualquer tipo de julgamento, fazer cessar dentro de si qualquer conflito que interfira na compreensão do assunto em questão; do contrário, não será possível, por exemplo, criar personagens críveis que realmente representem possibilidades existenciais.

O poema em questão estava em inglês e só lembro dos dois primeiros e dos dois últimos versos:

“To believe the things the believers do
Is a great shame to no matter who”

e

“And when I lay my head to rest
My mind is ready for the test.”

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