Brevidades #10

Gleisi Hoffmann, no Twitter, é Gleisi Lula Hoffmann. Rapaz, o marido dela deve ser tão corno, tão corno, que se alguém soprar no meio da bunda dele a boca faz som de berrante.

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Geralmente eu fico muito sem graça na casa dos outros, não conseguiria jamais ser uma dessas almas libertas da polidez burguesa que se apropriam do espaço alheio e fazem de tudo para que o anfitrião se sinta um convidado mais ou menos querido. Sempre achei curioso observar o modo que essas pessoas sentam nos sofás, abrem geladeiras, gracejam com quem nunca viram, fazem testes relativos à capacidade de volume da própria voz ou à acústica do ambiente, e propõem as mais diversas atividades.

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Passei e vi Carol, no sofá, com o nariz enfiado nos cabelos de Davi e tendo na cara a mais abençoada das expressões. Quando voltei, seus olhos estavam fechados e o sorriso emanava paz. O nariz permanecia enfiado nos cabelos do menino.

— Carol?
— Esse povo que cheira cocaína sabe de nada. O negócio é cheirar bebê.

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Jonas era dramático e meio infantil, talvez fosse até preguiçoso, e mesmo assim Deus o escolheu para levar Sua mensagem aos contumazes pecadores de Nínive. Acredito que Deus não busca perfeição nos homens, mesmo porque a perfeição nos homens é impossível; creio que O Senhor busca, antes, corações bondosos, almas inclinadas ao bem. Tenho especial simpatia por Jonas.

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Tenho a impressão de que, para muitos à esquerda, tudo virou amor ou ódio, especialmente ódio. Todo o amplo e rico espectro de estados e sentimentos humanos foi reduzido a essa dicotomia distorcida — e digo que a dicotomia é distorcida porque a palavra “amor” é geralmente usada para atrair os incautos, fazer as mais hipócritas e desavergonhadas cobranças dos adversários ou como conveniente cortina de fumaça, enquanto a palavra “ódio” é usada para substituir diversos sentimentos e estados de espírito, mais ou menos como as pessoas normais usam “coisa” para itens diversos — de maneira que a capacidade de compreensão e expressão desses esquerdistas diminuiu horrivelmente. Para muitos, não existe mais indignação, dúvida, raiva, tristeza, chateação, etc, é tudo ódio. Se alguém não aceita a narrativa deles, narrativa freqüentemente mentirosa, e resolve contrapor argumentos ou passar informações faltantes, essa pessoa tem ódio e pronto. Se alguém milita a favor de candidatos que não são os deles, essa pessoa espalha ódio, e por aí segue.

Isso certamente é muito ruim para a sociedade. Não consigo imaginar a perda brutal da capacidade compreensiva e expressiva de parte da população como algo bom para o povo.

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O STF envergonha a vergonha.

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Cadê a coragem pra transformar Shiryu em mulher e manter o relacionamento dele (dela) com a Shunrei? Essa teria sido uma forma muito mais interessante de seguir o Zeitgeist, mas não, tinham de mexer no elo mais fraco da corrente.

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Acho que esse povo que reclama da exploração do comércio, que exige que pessoas trabalhem aos domingos!, nunca faz compras ou nunca usa nenhum serviço alheio no dia santo. Esse pessoal fica trancado em casa todo domingo, fechado ao mundo e enfiado em meditações puras sobre o amor, a caridade e a justiça.

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