Dois trechinhos de “O Hobbit”, de Tolkien

“Numa toca no chão vivia um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo; tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto.”

*
“Não fazia muito tempo que eles estavam à mesa, na verdade, mal tinham chegado ao terceiro pedaço de bolo, quando veio um toque ainda mais alto da campainha.
– Com licença – disse o hobbit, e foi até a porta.
– Então, finalmente você chegou! – Era o que ele ia dizer para Gandalf desta vez. Mas não era Gandalf. Em vez dele, ali estava na entrada um anão que parecia muito velho, com uma barba branca e um capuz vermelho, que também pulou para dentro assim que a porta foi aberta, como se tivesse sido convidado.
– Vejo que já começaram a chegar – disse ele quando viu pendurado o capuz verde de Dwalin. Pendurou o seu perto do outro e: – Balin, às suas ordens – disse, com a mão sobre o peito.
– Obrigado! – disse Bilbo, ofegante. Não era a coisa certa para dizer, mas o ‘já começaram a chegar’ o agitara muito. Ele gostava de visitas, mas gostava de conhecê-las antes que chegassem, e preferia convidá-las por sua própria conta.”

*

“O Hobbit”, de Tolkien. Tradução de Lenita Maria Rímoli Esteves e Almiro Pisetta,

Martins Fontes, 2013 (sétima edição)

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