Comentário a respeito de “O Pastor e as Musas”

Um rapaz me pediu que fizesse um comentário a respeito de “O Pastor e as Musas”, pequeno treino meu de escrita feito em 2015. Abaixo, coloco minha resposta, pois talvez ajude um pouco alguém que porventura esteja às voltas com a criação literária.

*

Hoje, quando parei para lembrar as circunstâncias nas quais aquele pequeno conto foi escrito, percebi que não tem muito a ser comentado dele e que eu podia, ontem mesmo, ter enviado uma resposta.

Eu havia acabado de ler “A Teogonia”, achei o canto do poeta às musas, logo no início da obra, especialmente belo.
Minha intenção com “O Pastor e as Musas”, além de treinar a escrita, foi simplesmente imaginar como a inspiração teria descido a Hesíodo, e sugerir como a inspiração poderia aparecer a qualquer um que se abrisse realmente à Verdade – por inspiração, quero dizer mais ou menos algo como um amálgama de vislumbres da eternidade, pedaços de certezas óbvias que normalmente ficam enterradas dentro de nós e lampejos da realidade.

Ademais, tanto o céu mais vivo quanto o passarinho que pousa no ombro do poeta estão lá como ligeiros prenúncios de que ele receberia a visita de entidades mais elevadas, e as ovelhas perdidas podem ser interpretadas como sacrifícios que alguém que se entrega genuinamente à arte deve estar pronto a fazer.

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