Brevidades #39

Pierce Brosnan é o melhor Bond, mas infelizmente dois dos seus filmes (metade deles) estão entre os piores da franquia.

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O “Conto do Natal”, do Fialho, é pouco mais do que amostra infantil de ressentimento imbecil. Na história, uma pobre mendiga vê o nascimento e morte de um bebê, despedaçado contra a rocha pelo homem que acompanhava sua mãe – Fialho dá mesmo a entender que o homem era o pai do bebê.
Oras, o que é o Natal? (Para Fialho, parece ser uma mera lenda) É a data em que é celebrado o nascimento de Jesus, sua época é bonita, cheia de nobres votos e esperanças. O que faz o escritorzinho? Chama uma atrocidade daquelas de conto de Natal. A troco de quê? Qual o simbolismo aí?
Pessimismo gratuito é tão idiota quando otimismo descerebrado.

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Não foi sem custo que li mais essa viagem que Fialho de Almeida chamou de “A Princesinha das Rosas”. O começo do conto, na verdade, é belíssimo, poético, e muito bem escrito, mas depois Fialho de Almeida envereda pelos bosques e âmagos dos devaneios que muitas vezes brotam da arte pela arte e o negócio perde o ritmo e parte do sentido, embora não chegue a ficar ilegível.
Neste conto, que começa com o escritor exaltando a natureza de forma quase comovente, evocando as mais diversas figuras lendárias como causas de sua expressão, acompanhamos muitíssimo por alto o destino d’um pescador e da filha proibida que ele teve justamente com uma dessas criaturas lendárias.
A coisa tinha grande potencial, mas me parece que Fialho não sabia aproveitar potenciais.

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