Nota sobre a primeira temporada de “Supergirl”

Uma das coisas que mais me chama atenção nesse povo progressista, especialmente nos idiotas úteis mais favorecidos que se enxergam artistas visionários e intelectuais profundos, é sua absurda falta de criatividade, e nem falo isso por causa da aparente incapacidade que essa gente tem de criar coisas relevantes – afinal está quase sempre sugando alguma franquia ou personagem já consolidada perante o público –, antes fosse só isso; a questão é que a incompetência dessa turma atinge níveis ridículos.

A primeira temporada de “Supergirl”, por exemplo, além de carregar no exagero no que diz respeito à valorização da mulherada – um personagem importante chama Deus de “ela” e o Superman só aparece para ser inútil, entre várias outras coisas – e do uso sem graça de diversos clichês, entrou num ciclo de repetição cansativo. Não faltaram linhas do tipo: “Eu já fiz aquilo e mais aquilo, posso lidar com isso”; volta e meia estava Hank com cara de cão sem dono prestes a ser abatido; pelo menos quatro ou cinco vezes Kara teve um momento feliz interrompido subitamente por algo ruim, etc.

Não dá, esse povo com a cabeça muito cheia de ideologia não consegue montar uma história realmente boa e cativante. Pra mim, só duas coisas salvaram a primeira temporada da desgraça total: o ritmo, isto é, o andamento dos episódios, que apesar de previsível não é dos piores, e a Cat Grant de Calista Flockhart. James Olsen estava bem no começo, depois ficou meio apagado.

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Bragança Paulista, 2019

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