Nota sobre “Tusk”

Sobre “Tusk”, filme que mostra o infeliz destino de um podcaster cuzão (ele é “transformado” em morsa), só vou soltar umas breves observações, o filme não merece mais que isso.

Wallace, o protagonista, foi especialmente burro, eu diria que a burrice desatenta foi a principal causa de sua desgraça. Isto faz algum sentido, pois geralmente esse povo que folga em dores alheias é obtuso e incapaz de realmente considerar outra pessoa, portanto não consegue imaginar de maneira mais ou menos precisa como são as outras pessoas; mas Wallace abusa da burrice, porque o sujeito se embrenha numa região isolada d’um país estrangeiro sem avisar a ninguém de seu paradeiro, aceita bebida de um velho evidentemente estranho que mora sozinho numa casa assustadora e se mantém conversando com esse velho — e bebendo avidamente do chá oferecido –, mesmo depois de experimentar os primeiros sinais de sonolência fora de hora.

Pediu pra se lascar.

O vilão do negócio, interpretado muito bem pelo já falecido Michael Parks, é um homem hipócrita e torto, maligno e louco, que imagina a humanidade inteira tão podre quanto ele próprio.

Seja como for, “Tusk” é um filme de péssimo gosto.

*

Bragança Paulista, 2019

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