Nota sobre a terceira temporada de “Supernatural”

Dean faz uma besteira tremenda, a mesma besteira cometida pelo pai, e Sam, angustiado com a decisão precipitada do irmão, se resolve a anulá-la custe o que custar. Enquanto os irmãos se preocupam com o destino do primogênito, eles também descobrem que há uma poderosa entidade infernal mui interessada em lascar a carcaça do caçula, Lilith, que enxerga Sam como rival pelo posto de comandante das macabras hostes abismais.

Dizem que a terceira temporada de “Supernatural” sofreu um pouco com a greve dos roteiristas que ocorreu do fim de 2007 ao início de 2008, mas eu discordo. A série encurtou para 16 episódios, é verdade, contudo o encolhimento daquelas horas contribuiu para conferir à trama o senso de urgência necessário, pois demônios agora andavam livres pela Terra e os dois protagonistas corriam imenso perigo. Ademais, quase todos os episódios são muito bons! À exceção do primeiro, negócio apressado que falhou miseravelmente em trabalhar com os sete pecados capitais — os pecados capitais teriam muito bem rendido um pequeno arco interessantíssimo –, todos os episódios seguintes são bons, vários deles são ótimos!

A qualidade do produto final é resultado do entrosamento entre Jared Padalecki (Sam) e Jensen Ackles (Dean) — os atores até moravam juntos à época; do esforço da equipe em proporcionar enredos fluidos e cativantes sem abrir mão de alguma profundidade (por exemplo, há um episódio que explora as ações mais sutis, portanto mais comuns, dos demônios: aproveitando-se de nossa natureza decaída, sabendo que andamos sempre muito perto do precipício, os seres das trevas não precisam nos dar mais do que um empurrãozinho, e toda a desgraça decorrente é culpa nossa.); da presença de Lauren Cohan; antes de ganhar o mundo como a Maggie de “The Walking Dead”, Lauren entrou na pele de Bela, uma ladra e vendedora de artefatos sobrenaturais. A beleza, a elegância algo debochada e as trapaças daquela personagem fizeram bem para a série, se encaixaram como uma luva na temporada.

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Bragança Paulista, 2020

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