Brevidades #27

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Um dos momentos mais constrangedores que passei estudando línguas foi acertando a pronúncia do Hiragana — e Katakana — Ku (く/ク), em Japonês. Quem passasse por mim jurava que eu estava muito insatisfeito com a vida, e já conformado com as desgraças, maldizia tudo da maneira mais concisa possível.

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Aparece na minha caixa de entrada: “O podcast de Michelle Obama chegou ao Spotify”.

E eu quero lá saber disso?

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O prefácio da “História da Filosofia”, de Reale e Antiseri, é indispensável para que se entenda o propósito daquela obra. Ele explica até mesmo a grande extensão dos volumes dizendo basicamente, que, se levássemos em conta o tempo que gastamos compreendendo um livro, muitas obras seriam mais breves se fossem mais extensas.

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Acabei de revisar 400 quadras que escrevi em 2014. Foi um massacre, só 21 sobreviveram, e a maioria das sobreviventes tem alterações.

Graças a Deus sempre fui mais contido e nunca fiz questão de sair publicando qualquer peido que me surgisse, não consigo imaginar a ardência de vergonha na minha cara se estas 400 quadras tivessem vindo a público 7 anos atrás.

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Hoje revisei 454 haicais escritos em 2015 e o massacre foi ainda maior: apenas 5 sobreviveram.

Jovem, mancebo iluminado, menino agraciado, se você acha que escreve bem, guarde seus textos e volte a eles depois de uns 5 ou 6 anos.

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