Brevidades #41

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Cotejar as perspectivas de estudiosos diferentes acerca d’um tema é instigante. Se entendi direito, a interpretação que José Torrano dá à Teogonia difere muito da interpretação do José Monir Nasser. Torrano diz que o poema de Hesíodo não pode ser considerado sob uma perspectiva cronológica, todos os acontecimentos descritos são mais ou menos simultâneos — e quando fala em simultaneidade ele não se refere exatamente ao que compreendemos por simultaneidade; Monir parece enxergar o negócio através d’uma linha temporal mais tradicional. Um José, o Torrano, conclui que todo o poema é uma glorificação de Zeus, que Zeus portanto é o deus absoluto, o maioral, não há criatura que a ele não se submeta e que não esteja contida em seus desígnios; o outro José, o Monir, apesar de afirmar a supremacia do Rei do Olimpo, acredita que as Erínias, por exemplo, não deviam obediência a ninguém, nem a Zeus.

O Caos também é tratado de modo distinto pelos estudiosos.

Ambas as interpretações têm seus pontos de contato, todavia as diferenças são significativas.

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Às vezes desce ao mundo um ar triste, denso e granulado, como se resquício de batalha entre secretos potentados.

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Aprendi hoje que a designer responsável pelo logo da Google se chama Ruth Kedar. Não pude evitar, pensei logo que, se a Ruth quer dar, que dê.

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