Brevidades #48

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Vejo no espelho verdadeira esfera planetária. Antes de desanimar lembro logo de Sertillanges dizendo que literatura torna a pessoa balofa.

É isso aí, e a vida segue.

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Logo no comecinho de “Fable” devemos conseguir dinheiro para comprar o presente de aniversário da irmã do protagonista, esse dinheiro é levantado através de boas ações pela simpática vila de Oakvale, e uma das boas ações é informar a uma bela senhora, mãe responsável e dona de casa exemplar, que aquela testa tão lisa e digna ganhou adornos indesejados; o marido da sujeita a traía com outra muito menos bonita e claramente menos interessante.

Está aí um mistério masculino que, mesmo sendo homem, tenho dificuldades em entender: por que diabos os caras atraiçoam as namoradas, noivas e esposas com mulheres tão inferiores às oficiais? O bexiguento tem uma beldade carinhosa e esforçada em casa e toca a arrastar asa pra qualquer fulana mais ou menos que caia em sua lábia manjada!

Eu fico injuriado co’ uma irracionalidade dessas.

247

No início do prefácio para “Sem Trama e sem Final” fui tomado por repulsa em relação ao Tchékhov, mas pouco depois a repulsa se converteu em carrancuda simpatia. Ao que parece, o sujeito era desses apegados à verdade e via cada pessoa como um universo.

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