Brevidades #54

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Enquanto a manada histérica se preocupa com o sujeito se exercitando sem máscara num parque espaçoso e com o povo respirando livremente o ar do oceano eu me preocupo é com a circulação de gente como a tal Maria Flor, que, a julgar por seu relato do carnaval, transmite aos outros, de consciência límpida qual água filtrada, doenças das mais escabrosas.

Quem se gaba de toda aquela nojeira não tem moral pra cobrar máscara e higiene de ninguém.


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O que uma turma aí enxerga como “empoderamento” feminino eu vejo mesmo como esmagamento feminino.

Uma vez, para a pesquisa de um conto que eu pretendia escrever, resolvi entrevistar mulheres que haviam sido escravas sexuais. TODAS as mulheres que falaram comigo eram “empoderadas”, abortistas, filhas da mãe natureza metidas a druidas, etc.

Fiquei tão deprimido que não segui em frente com o projeto.

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Esse negócio de confinamento e toque de recolher sempre me pareceu estúpido. Tenho a impressão de que, para que uma coisa dessas ensaie funcionar, os médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas, faxineiros, enfim, todos os trabalhadores de clínicas e hospitais mais suas respectivas famílias devem ficar isolados em prédios reservados exclusivamente para eles e para os núcleos familiares dos motoristas das linhas de ônibus montadas especialmente para conduzi-los do trabalho à casa e vice-versa. Muitos desdobramentos semelhantes teriam de ocorrer, e isso só pra começo de conversa.


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