Brevidades #56

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Hoje na rua vi uma fila de pessoas esperando atendimento numa pastelaria chinesa. Ao redor dessa pastelaria, várias lojas restavam tristonhas, com as portas fechadas e os cartazes de “aluga-se” empenados e já encardidos. Não me agüentei e mandei os imbecis da fila tomarem nos olhos de seus respectivos cus, chamei-os de gado chinês e de outras amabilidades. Pelo amor de Deus, será que ninguém entende que há uma GUERRA acontecendo? Será que é tão difícil assim enxergar o perigo da falsa China?

É isso, não sei se alguém gravou algo, mas se viralizar um vídeo d’um gordo pistola berrando com os outros no meio da rua e esse gordo não for o Kogos, sou eu.


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Há uns dias eu e meu primogênito flanamos através d’alguns jogos antigos – “Donkey Kong Country”, o “Mega Man” do Nintendinho, o “Castlevania” original, “Arabian Magic”, “Onde está Wally?”, etc — e a impressão que ficou comigo foi a de que os jogos mais recentes, em geral, perderam algo precioso, alguma espécie de fagulha mágica.


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Aquela sala de reuniões do governo de São Paulo tem um aspecto tão fúnebre e tão carregado de impressões negativas que eu não ficaria admirado se descobrisse que ela causa danos ao espírito de quem a freqüenta. Até imagino mais ou menos no que pensava o energúmeno quando decidiu pôr em prática os vilipêndios brotados em seu arremedo de consciência, ele provavelmente pensava que a sala passaria um ar mais neutro, mais sério, e que esse tipo de visual seria mais adequado a um gestor de alto gabarito. Homenzinho tolo. Quem é muito neutro e muito sério já não vive verdadeiramente e não se importa com as mortes alheias.

Desconfio que quem ordena uma decoração daquelas para um cômodo importante de uso freqüente já está de luto por si mesmo, e se essa pessoa for governante o luto e o desespero, cedo ou tarde, germinarão em seu território.


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O rei foi transformado num macaco bonitinho, mas incapaz de gerir o reino, então os heróis têm a missão de recolher as jóias mágicas capazes de reverter tal maldição e derrotar o feiticeiro responsável pela sacanagem metamórfica. “Arabian Magic” possui uma premissa simples e funciona às maravilhas ao que se propõe. As fases são mui coloridas e variadas, ademais cada personagem jogável vem com sua particularidade de movimentos, velocidade, força e resistência. Os chefes, à exceção do Pássaro Rocca, não são tão dignos de nota, basta dizer que, após derrotados, alguns deles viram gênios que podem ser conjurados para ajudar em entreveros futuros.

“Arabian Magic” foi um passatempo agradável, um bom descanso após dias corridos repletos de chateações.


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